
A vida vai bem, obrigada
As coisas estão indo surpreendentemente bem. Não sei se é tão surpreendente pras pessoas em geral estar bem. Pra mim, é. Um trabalho surgindo atrás do outro. O melhor do trabalho autônomo é que você pode beber em serviço. E tem a minha viagem pra Belém marcadíssima. Dia 20/12 estarei lá. E o meu lindinho vai comigo conhecer a terra do açaí. O mestrado também está legal, notas boas, professores bons e colegas muito bacanas. E tem o barzinho. Básico.
Pensando bem, até que esse negócio de ser feliz é bom.
CANTINHO TERRORISTA: Meu livro? Paradésimo, claro. Mas também não dá pra ter tudo.
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Fhoutz
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12h50
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O paradoxo da pós-modernidade
Sábado eu estava conversando com uma amiga sobre jornalismo x pós-graduação. Quando eu era uma estudante de graduação crédula nunca dei a menor bola para teoria, porque eu queria mesmo era a prática. Acho que a maioria das pessoas que faz Comunicação pensa assim, quer alguma coisa que ajude no trabalho, a ganhar dinheiro e não tem esse mal costume de ser gauche na vida. A minha amiga estava me dizendo que desistiu de fazer mestrado porque está fazem pós e não aguenta não ver prática nas teorias. Eu vejo prática demais na teoria e em certa medida acho que a prática só atrapalha. Quando eu trabalho com jornalismo sinto até um certo desespero com a falta de sentindo da prática. Porém, meu discurso cai por terra quando converso com outra amiga que é estudante de Letras e digo a ela que pra essas coisas, a teoria só atrapalha. A relação teoria e prática deve ser o grande paradoxo da pós-modernidade. Da minha, pelo menos, é.
Hoje eu comi uma coxinha que era do tamanho de um punho cerrado e que realmente fazia justiça ao nome. Massa crocante, sequinha, frita na hora, bem rechada e temperadinha. Isso é que é coxinha, não aquelas coisinhas miúdas que concorrem ao "boteco bohemia". Um coxinha como aquela é a união perfeita entre teoria e prática. Ela é tudo o que uma coxinha deve ser e ao mesmo tempo - e talve por isso - dispense maiores explicações. Ela é coxinha, logo existe. E há metafísica o bastante em comer coxinhas e não pensar em nada. A coxinha é moderna e é eterna. É transcendência. É revelação.
CANTINHO TERRORISTA: Mais vale um Foucault na mão que mil Fukuyamas voando.
:: Postado por
Fhoutz
às
22h43
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